Como Analisar A Fatura De Eletricidade Da Sua Empresa | Ecost

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Sebastião Pimenta da Gama
·Leitura de 15 min

Como analisar a fatura de eletricidade da sua empresa

Analisar uma fatura de eletricidade empresarial pode ser bastante mais complexo do que analisar uma fatura doméstica. Para além do consumo de energia, podem ser cobrados valores relacionados com a potência, as tarifas de acesso às redes, a energia reativa, as perdas, os custos de sistema, os impostos e outras componentes previstas no contrato.

Esta complexidade faz com que muitas empresas tenham dificuldade em perceber se o valor faturado corresponde efetivamente ao que foi contratado, se existem erros ou se há oportunidades para reduzir os custos de energia.

Uma análise correta deve comparar três elementos:

• As condições previstas no contrato

• Os consumos e os dados do contador

• Os valores efetivamente cobrados na fatura

Neste artigo, explicamos os principais elementos de uma fatura de eletricidade empresarial e os pontos que devem ser verificados regularmente.

1. Confirme os dados da instalação

Antes de analisar preços e consumos, confirme se a fatura diz respeito à instalação correta.

Os principais dados a verificar são:

• Nome e número de identificação fiscal da empresa

• Morada da instalação

• Período de faturação

• Número do contrato

• Código de Ponto de Entrega

• Nível de tensão

• Potência contratada

• Opção tarifária

• Comercializadora responsável pelo fornecimento

O que é o CPE?

O Código de Ponto de Entrega, normalmente designado por CPE, identifica de forma única cada instalação elétrica.

Embora esteja relacionado com o ponto de fornecimento, o CPE não corresponde necessariamente ao número físico do contador. Cada instalação tem um CPE próprio, mesmo quando várias instalações pertencem à mesma empresa.

Este código é especialmente importante quando a empresa tem vários escritórios, lojas, unidades industriais, hotéis, armazéns ou outros pontos de consumo.

Uma troca de CPE pode levar à análise da instalação errada ou à associação incorreta de contratos e faturas.

2. Verifique o período de faturação

Confirme as datas inicial e final da fatura, bem como o número total de dias faturados.

Uma fatura com um período superior ou inferior ao habitual pode apresentar um valor diferente sem que tenha existido necessariamente um aumento do consumo diário.

Deve também confirmar se:

• Existem dias que já tinham sido faturados anteriormente

• O período coincide com a data de início ou de fim do contrato

• A fatura inclui acertos de meses anteriores

• Foram emitidas notas de crédito ou notas de débito

• Houve uma mudança recente de comercializadora

Quando ocorre uma mudança de fornecedor, é importante verificar se não existe uma sobreposição entre a última fatura da comercializadora anterior e a primeira fatura da nova comercializadora.

Esta verificação é particularmente importante nos meses em que existe uma mudança de contrato ou de fornecedor.

3. Confirme se o consumo é real ou estimado

A fatura deve indicar se o consumo foi calculado com base numa leitura real, comunicada ou estimada.

Uma leitura estimada pode não refletir o consumo efetivo da instalação. Quando essa diferença é corrigida numa fatura posterior, pode surgir um acerto elevado, dando a impressão de que houve um aumento repentino dos custos.

Compare os valores apresentados na fatura com:

• Os dados do contador

• Os consumos disponibilizados pela E-Redes

• Os registos internos da empresa

• Os consumos dos meses anteriores

• O consumo registado no mesmo período do ano anterior

Para instalações com consumos significativos, a análise deve ser realizada, sempre que possível, com dados de quinze em quinze minutos.

Estes dados permitem perceber não apenas quanto foi consumido, mas também em que horários ocorreu o consumo.

Sinais de alerta

Deve investigar a situação quando encontrar:

• Aumentos súbitos sem qualquer alteração da atividade

• Consumo durante períodos em que a instalação estava encerrada

• Diferenças relevantes entre instalações semelhantes

• Consumo noturno ou ao fim de semana sem justificação

• Valores muito diferentes dos registados no contador

• Vários meses consecutivos com leituras estimadas

• Alterações significativas no perfil de consumo

• Consumos elevados em períodos normalmente menos utilizados

4. Analise o preço da energia ativa

A energia ativa corresponde à eletricidade efetivamente consumida pela empresa e é normalmente medida em quilowatt-hora, ou kWh.

O preço faturado deve ser comparado com as condições previstas no contrato em vigor.

Esta comparação nem sempre é imediata, porque as comercializadoras podem apresentar as diferentes componentes do preço de formas distintas.

Algumas incluem determinados custos no valor da energia, enquanto outras os apresentam separadamente.

Podem surgir componentes como:

• Preço base da energia

• Perdas de rede

• Margem da comercializadora

• Custos de sistema

• Serviços de ajustamento

• Garantias de origem

• Custos associados à gestão do contrato

• Outras componentes previstas nas condições comerciais

Por este motivo, não deve comparar propostas ou faturas olhando apenas para uma linha designada como energia ativa.

É necessário calcular o custo total por kWh, incluindo todas as componentes que variam em função do consumo.

Exemplo

Uma comercializadora pode apresentar um preço de energia aparentemente mais baixo, mas faturar separadamente as perdas, os custos de sistema ou outras componentes.

Outra comercializadora pode apresentar um preço base mais elevado, mas já incluir esses custos no valor da energia.

Por isso, a proposta com o preço base mais baixo não é necessariamente a proposta com o custo final mais baixo.

A comparação deve ser feita utilizando os mesmos critérios e incluindo todas as componentes cobradas por kWh.

5. Confirme se o contrato é de preço fixo ou indexado

O método de cálculo do preço depende do tipo de contrato.

Contrato de preço fixo

Num contrato de preço fixo, o valor da energia é acordado antecipadamente para um determinado período.

Ainda assim, deve confirmar:

• Se o preço faturado corresponde ao valor previsto no contrato

• Se o preço varia de acordo com o período horário

• Se existem perdas adicionais

• Se existem custos de sistema cobrados separadamente

• Se o preço inclui garantias de origem

• Se ocorreu alguma atualização prevista contratualmente

• Se existem componentes reguladas que podem variar

O termo preço fixo não significa necessariamente que todas as componentes da fatura permanecem inalteradas.

As tarifas reguladas, os impostos e outras parcelas podem sofrer alterações ao longo do contrato.

Contrato de preço indexado

Num contrato indexado, o preço da energia está associado ao mercado grossista, normalmente através de uma fórmula definida no contrato.

Essa fórmula pode incluir:

• Preço do mercado

• Perfil de consumo da empresa

• Perdas

• Margem da comercializadora

• Custos de sistema

• Serviços de ajustamento

• Garantias de origem

• Outros encargos previstos contratualmente

Neste tipo de contrato, não basta comparar o preço da fatura com a média mensal do mercado.

O custo real pode depender do consumo da empresa em cada hora ou em cada período de quinze minutos.

Uma empresa que concentra grande parte do consumo nas horas mais caras pode ter um custo superior à média diária ou mensal do mercado.

Por isso, a análise de um contrato indexado deve ter em conta o perfil real de consumo da instalação.

6. Analise os períodos horários

Consoante a tarifa contratada, o consumo pode ser dividido por diferentes períodos horários, como:

• Vazio

• Supervazio

• Cheias

• Ponta

Os nomes e horários aplicáveis dependem do nível de tensão, do ciclo contratado e da opção tarifária.

A fatura deve indicar o consumo realizado em cada período e o respetivo preço.

Esta informação permite perceber se a empresa concentra demasiado consumo nas horas mais caras e se existe margem para transferir determinados processos para períodos mais económicos.

Deve verificar:

• Se o ciclo horário da fatura corresponde ao contrato

• Se os consumos foram distribuídos corretamente

• Se os preços aplicados em cada período são os acordados

• Se houve uma alteração do perfil de consumo

• Se existem equipamentos que podem funcionar fora dos períodos de ponta

• Se existem consumos elevados quando a instalação está encerrada

Em algumas empresas, pequenas alterações nos horários de funcionamento podem gerar poupanças relevantes, sem necessidade de reduzir a atividade.

A análise dos dados de quinze em quinze minutos permite identificar com maior precisão estes períodos de consumo.

7. Confirme a potência contratada

A potência contratada representa a capacidade que a instalação tem disponível para utilizar em simultâneo.

Uma potência demasiado elevada pode fazer com que a empresa pague mensalmente por uma capacidade que não utiliza.

Uma potência demasiado baixa pode originar limitações, interrupções ou custos adicionais, dependendo das características da instalação.

Compare:

• Potência contratada

• Potência tomada

• Potência máxima registada

• Necessidades reais da instalação

• Evolução da potência ao longo do ano

• Alterações recentes na atividade da empresa

Quando pode existir uma potência sobredimensionada?

Pode existir uma potência contratada excessiva quando:

• A empresa reduziu a sua atividade

• Foram substituídos equipamentos por soluções mais eficientes

• Determinadas máquinas deixaram de funcionar

• A instalação foi reorganizada

• A potência tomada permanece muito abaixo da potência contratada durante vários meses

• Existem instalações semelhantes com potências significativamente inferiores

A redução da potência não deve ser feita apenas com base numa única fatura.

Deve ser analisado um período suficientemente representativo para evitar problemas operacionais.

Também deve ser considerada a utilização simultânea de equipamentos, os picos de consumo e eventuais aumentos futuros de atividade.

8. Verifique a energia reativa

A energia reativa está associada ao funcionamento de determinados equipamentos elétricos, como motores, transformadores, sistemas de refrigeração e máquinas industriais.

Embora não corresponda diretamente à energia útil consumida, pode provocar um maior esforço na rede e ser faturada em determinadas condições.

Na fatura poderá encontrar:

• Energia reativa indutiva

• Energia reativa capacitiva

• Diferentes escalões de faturação

• Valores apresentados em kvarh

• Custos associados a determinados períodos

Uma cobrança elevada de energia reativa pode indicar:

• Fator de potência desadequado

• Equipamentos mal dimensionados

• Baterias de condensadores avariadas

• Compensação insuficiente

• Funcionamento incorreto da instalação

• Alterações recentes nos equipamentos utilizados

Nestes casos, deve ser realizada uma análise técnica.

A instalação, manutenção ou reparação de sistemas de compensação pode reduzir ou eliminar parte destes custos.

Quando a energia reativa aparece de forma recorrente nas faturas, a empresa deve avaliar se o custo da correção técnica é inferior ao valor que está a pagar todos os meses.

9. Analise as tarifas de acesso às redes

As tarifas de acesso às redes, conhecidas como TAR, remuneram as infraestruturas necessárias para transportar e distribuir a eletricidade.

Estas tarifas são reguladas e não correspondem à margem da comercializadora.

Podem incluir componentes relacionadas com:

• Energia consumida

• Potência contratada

• Potência em horas de ponta

• Utilização das redes

• Gestão do sistema

• Outros elementos regulados

Apesar de serem reguladas, é importante confirmar se foram aplicadas de acordo com:

• O nível de tensão

• A potência

• A opção tarifária

• O período de faturação

• Os consumos registados

• Os períodos horários aplicáveis

Uma classificação incorreta da instalação ou uma aplicação errada da tarifa pode provocar diferenças relevantes no valor faturado.

As tarifas de acesso às redes podem também sofrer alterações regulatórias, pelo que a empresa deve distinguir estas alterações de eventuais aumentos do preço comercial da energia.

10. Confirme os impostos, taxas e restantes encargos

A fatura pode incluir impostos, contribuições e outras parcelas legalmente aplicáveis.

A designação e a forma de apresentação podem variar, mas deve confirmar:

• A base de incidência

• A taxa aplicada

• O período a que dizem respeito

• Eventuais isenções

• O enquadramento fiscal da empresa

• A aplicação correta do IVA

• A aplicação de contribuições ou taxas específicas

Empresas com características específicas, incluindo empresas eletrointensivas ou instalações com determinados enquadramentos fiscais, devem confirmar se todos os benefícios ou isenções aplicáveis estão corretamente refletidos na fatura.

Quando existe uma alteração significativa no valor dos impostos ou taxas, deve ser verificado se resultou de uma mudança legal ou de uma aplicação incorreta.

11. Compare a fatura com o contrato

Um dos erros mais comuns é analisar a fatura sem consultar as condições contratuais.

A comparação deve incluir:

• Preço da energia

• Fórmula de indexação

• Perdas

• Margem da comercializadora

• Custos de sistema

• Garantias de origem

• Prazo do contrato

• Data de renovação

• Fidelização

• Descontos

• Condições de pagamento

• Serviços adicionais

• Penalizações

• Condições aplicáveis após o fim do período contratado

Também é importante verificar as adendas e os anexos do contrato.

Em alguns casos, as condições gerais podem indicar uma modalidade indexada, enquanto uma adenda posterior fixa o preço durante um período específico.

Nestas situações, deve ser analisado o conjunto completo da documentação contratual.

Não deve ser analisada apenas a primeira página ou o resumo comercial, porque algumas das principais condições podem estar incluídas nos anexos.

12. Compare o custo total por kWh

Para comparar diferentes meses, instalações ou fornecedores, deve utilizar um indicador uniforme.

Uma análise simplificada pode dividir os custos associados ao consumo pelo número total de kWh faturados.

No entanto, deve separar componentes como:

• Energia

• Tarifas de acesso às redes

• Potência

• Energia reativa

• Impostos

• Serviços adicionais

Esta separação permite perceber se o aumento da fatura resultou de:

• Maior consumo

• Aumento do preço da energia

• Alteração das tarifas

• Energia reativa

• Potência

• Impostos

• Erro de faturação

• Alteração do período de faturação

Comparar apenas o valor total da fatura pode levar a conclusões erradas.

Uma fatura pode aumentar mesmo que o preço da energia tenha diminuído, por exemplo, se o consumo tiver aumentado ou se o período faturado for mais longo.

Da mesma forma, uma redução do valor total não significa necessariamente que o contrato ficou mais competitivo.

13. Compare instalações semelhantes

As empresas com vários pontos de consumo devem comparar instalações com características semelhantes.

Alguns exemplos são:

• Lojas com áreas equivalentes

• Hotéis com níveis de ocupação semelhantes

• Escritórios com horários idênticos

• Unidades industriais com processos semelhantes

• Armazéns com os mesmos equipamentos

Podem ser comparados indicadores como:

• Consumo por metro quadrado

• Custo por unidade produzida

• Consumo por quarto ocupado

• Consumo por colaborador

• Custo médio por kWh

• Energia reativa

• Potência máxima registada

• Consumo fora do horário normal

Diferenças relevantes podem revelar:

• Equipamentos ineficientes

• Erros de faturação

• Contratos desajustados

• Consumos fora do horário normal de funcionamento

• Problemas técnicos

• Práticas operacionais diferentes

• Leituras estimadas incorretas

• Potências contratadas desajustadas

A comparação entre instalações permite identificar problemas que podem passar despercebidos quando cada fatura é analisada isoladamente.

14. Verifique os erros mais comuns

Entre os erros ou inconsistências que podem surgir numa fatura encontram-se os seguintes:

• Preço diferente do valor contratado

• Período de faturação incorreto

• Consumos estimados desajustados

• Ausência de descontos acordados

• Perdas calculadas de forma incorreta

• Custos não previstos no contrato

• Potência faturada incorretamente

• Tarifas de acesso às redes desadequadas

• Energia reativa excessiva ou mal calculada

• Faturação após a mudança de fornecedor

• Sobreposição de períodos entre comercializadoras

• Renovação automática em condições diferentes das anteriores

• Aplicação incorreta de impostos ou taxas

• Ausência de notas de crédito acordadas

• Duplicação de valores ou períodos

Nem todas as diferenças correspondem necessariamente a um erro.

Algumas podem resultar de alterações regulatórias, impostos ou componentes previstas no contrato.

Por isso, cada situação deve ser verificada com base na documentação aplicável.

Quando deve pedir uma análise especializada?

Uma análise profissional é especialmente recomendável quando a empresa:

• Tem várias instalações ou vários CPE

• Recebe um número elevado de faturas todos os meses

• Possui contratos de preço indexado

• Tem consumos elevados

• Regista custos de energia reativa

• Tem contratos próximos da data de renovação

• Recebeu uma fatura muito acima do valor habitual

• Mudou recentemente de comercializadora

• Não consegue confirmar a fórmula de cálculo do preço

• Pretende comparar propostas de vários fornecedores

• Tem instalações com comportamentos de consumo muito diferentes

• Não dispõe de uma equipa interna especializada em energia

Uma análise regular também permite identificar oportunidades de poupança antes do fim do contrato, evitando negociações tardias ou renovações automáticas em condições desfavoráveis.

Quanto mais cedo forem identificadas as datas de término e os períodos de pré-aviso, maior será a margem para negociar com vários fornecedores.

Como a Ecost analisa as faturas de energia

A Ecost centraliza contratos, faturas e consumos numa única plataforma, permitindo acompanhar os custos de várias empresas, instalações e fornecedores.

A análise pode incluir:

• Validação dos preços contratados

• Comparação entre faturas e contratos

• Acompanhamento dos consumos

• Análise da potência

• Identificação de energia reativa

• Comparação entre instalações

• Deteção de desvios

• Controlo das datas de renovação

• Identificação de oportunidades de negociação

• Comparação das propostas apresentadas pelos fornecedores

• Organização da documentação contratual

• Acompanhamento da evolução dos custos

Desta forma, a empresa deixa de analisar cada fatura isoladamente e passa a ter uma visão centralizada e consolidada dos seus custos energéticos.

A centralização da informação também permite comparar diferentes instalações, identificar alterações anormais e acompanhar se as condições negociadas estão a ser corretamente aplicadas.

Pretende confirmar se as faturas da sua empresa estão corretas?

Envie-nos uma fatura e conheça as oportunidades de redução de custos que podem existir na sua instalação.

Perguntas frequentes

Como posso saber se o preço da energia está correto?

Compare o preço e a fórmula apresentados na fatura com o contrato e com as respetivas adendas.

Confirme também se existem perdas, custos de sistema ou outras componentes cobradas separadamente.

Uma fatura mais elevada significa que o preço aumentou?

Não necessariamente.

O aumento pode resultar de um maior consumo, de um período de faturação mais longo, de energia reativa, de uma alteração da potência, das tarifas reguladas, dos impostos ou de acertos de leituras.

O que devo fazer quando o consumo é estimado?

Compare a estimativa com a leitura real do contador e comunique a leitura através dos canais disponibilizados.

Confirme depois se o acerto foi corretamente refletido nas faturas seguintes.

É possível reduzir a potência contratada?

Sim.

A potência pode ser reduzida quando a capacidade disponível é superior às necessidades reais da instalação.

A alteração deve ser feita após a análise da potência máxima registada durante um período representativo.

Porque é cobrada energia reativa?

A energia reativa pode ser cobrada quando determinados equipamentos provocam um fator de potência desadequado.

Em muitos casos, este problema pode ser corrigido através de um sistema de compensação adequado.

Devo escolher um contrato de preço fixo ou indexado?

A escolha depende do perfil de consumo, da tolerância ao risco, da evolução do mercado, do prazo contratual e das condições apresentadas.

A decisão deve ser tomada com base no custo total e não apenas no preço anunciado.

Com que frequência devo analisar as faturas?

A análise deve ser realizada mensalmente, especialmente em empresas com consumos elevados, várias instalações ou contratos indexados.

A análise mensal permite identificar mais rapidamente erros, desvios e alterações inesperadas.

Posso comparar propostas apenas pelo preço da energia?

Não.

As propostas podem apresentar componentes diferentes dentro ou fora do preço da energia.

É necessário comparar perdas, custos de sistema, margens, garantias de origem, fidelização, prazos, penalizações e restantes condições.

Conclusão

Analisar uma fatura de eletricidade empresarial exige mais do que verificar o valor total a pagar.

É necessário confirmar:

• A instalação e o período faturado

• Os consumos

• O preço da energia

• A fórmula contratual

• As perdas e os custos adicionais

• Os períodos horários

• A potência

• A energia reativa

• As tarifas de acesso às redes

• Os impostos

• Eventuais erros ou desvios

Uma análise mensal e centralizada permite detetar problemas mais cedo, controlar a evolução dos custos e preparar as negociações antes do fim dos contratos.

Envie uma fatura de eletricidade da sua empresa e peça uma análise à Ecost.

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